3 nov 2015

Limites às crianças

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post_limitesEste post é um incentivo à leitura e à reflexão.

Tema repetitivo na mídia, porém sempre atacado de forma superficial, impor limites às crianças merece um olhar mais atento. De um lado temos pais permissivos em excesso, de outro a lei da palmada, nos extremos o caso do menino Bernardo, no outro, crianças abandonadas que “optam” pelo mundo das drogas.

Recomendamos a leitura de um link de um site com temática de Psicologia. O texto trata sobre essa falta de limites. Segue um trecho:

A criança que não possui uma disciplina regular dentro de casa, além de provocar a impaciência nos pais, também terá dificuldades em seguir regras em outros contextos. (…) No futuro, quando adulta, como poderá ser bem sucedida se não conseguir minimamente respeitar as normas de uma empresa? Qual será a qualidade das relações afetivas de uma pessoa que não consegue manter relacionamentos duradouros porque não aceita as demandas do outro e do mundo?

(http://www.plenamente.com.br/artigo/69/-importancia-limites-para-formacao-crianca.php#.VjimL7erTDd)

No CAPAZ, casa lar de Nova Lima (que inclusive está ameaçado por falta de apoio), sempre observamos que a Educação que forma esses limites é construída lentamente, com uma autoridade amorosa. Uma criança ainda não é capaz de tomar decisões, de escolher desde objetos às atividades que deseja. Precisa, realmente de um meio que lhe dê constância, rotina e comece a ensinar que atitudes tem consequências. Um bom pai ou mãe são aqueles que dizem muitos “NÃOS”. Mais do que os nãos, temos famílias ameaçadas por diversos fatores e, consequentemente, crianças em situações de risco.

Seja em lares com abundância de receita ou com ameaça de miséria, enxergamos esse cenário. Algo a se refletir, não? Por isso, após uma leitura atenta ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), vemos que as famílias devem ser assistidas. Os órgãos são criados para auxiliá-las.

E aí nos perguntamos: como dar limite a um menor que já tem que lidar com uma família em que muitas vezes o pai está no sistema carcerário, entrando e saindo de penas, cometendo seguidos crimes, uma mãe que precisa trabalhar e se ausenta o dia todo, uma vó que não o aceita? Ou um pai que nunca diz não e que sempre perde as barganhas por mais facilidades?

A resposta pode estar nas primeiras linhas do ECA: a sociedade deve atuar em conjunto para facilitar o encontro dessa autoridade amorosa com nossas crianças. Sua presença é incontestável, seja para tirar o menor das ruas, para longe de fatores de risco, sejam eles o tráfico na porta de casa, um abuso oculto ou condescendência por culpa.

Você tem alguma ideia para mudar essa realidade tão comum? Conte pra gente!